Como funciona o nosso teste de apego
Esta página explica como funciona o teste de estilo de apego do Pairlings: quais afirmações você responde, como calculamos duas pontuações, como elas viram um dos quatro estilos ou um resultado entre dois, e onde o método encontra seus limites. É uma ferramenta de autorreflexão, não um teste clínico.
O Pairlings descreve tendências nas relações próximas, não rótulos fixos para pessoas. O teste é uma ferramenta de autorreflexão baseada em pesquisas publicadas sobre apego. Ele não é um diagnóstico, não é um teste clínico e não substitui uma conversa com um psicólogo ou outro profissional habilitado.
O que o teste pergunta
O teste tem 24 afirmações sobre como você se sente e age nas relações próximas. Você responde cada uma numa escala de sete pontos, de “discordo” a “concordo”. O ponto de referência são as relações próximas em geral: o parceiro ou a parceira, se você tiver, ou então as pessoas mais próximas de você. Assim o teste funciona para quem está namorando, casado ou solteiro.
Metade das afirmações trata da ansiedade de apego: o medo de ser rejeitado ou abandonado e uma forte necessidade de confirmação. A outra metade trata da evitação de apego: o desconforto com a proximidade e com depender dos outros. A pesquisa sobre apego em adultos mostrou repetidas vezes que essas duas dimensões capturam quase tudo o que os questionários de apego têm em comum.[2][3]
Em cada bloco de 12, quatro afirmações são invertidas. Elas foram escritas de modo que concordar indique menos ansiedade ou menos evitação. Misturar as direções diminui o efeito de simplesmente concordar com tudo, um hábito comum em questionários.
Como as pontuações são calculadas
Para cada dimensão, pegamos suas 12 respostas, invertemos as afirmações invertidas (um 7 vale 1, um 6 vale 2 e assim por diante) e calculamos a média. O resultado são duas pontuações, cada uma entre 1 e 7:
- uma pontuação de ansiedade, em que um valor mais alto significa mais medo de rejeição e de perder a proximidade,
- uma pontuação de evitação, em que um valor mais alto significa mais desconforto com a proximidade e com a dependência.
O cálculo acontece inteiramente no seu navegador. Ele é determinístico: as mesmas respostas sempre geram as mesmas pontuações.
De duas pontuações a um estilo
As duas pontuações colocam você num mapa, com a ansiedade em um eixo e a evitação no outro. Esse mapa é dividido em quatro regiões, seguindo o modelo de quatro categorias de Bartholomew e Horowitz e sua tradução posterior para as duas dimensões.[1][4]
| Ansiedade | Evitação | Estilo |
|---|---|---|
| Baixa | Baixa | Seguro |
| Alta | Baixa | Ansioso |
| Baixa | Alta | Evitativo |
| Alta | Alta | Desorganizado (medroso-evitativo) |
Alta significa uma média acima de 4,0, o ponto médio da escala. Uma média de exatamente 4,0 conta como baixa. O ponto médio é um corte teórico. Ainda não temos uma amostra normativa, ou seja, dados de um grupo grande e representativo que mostrariam onde as pontuações costumam ficar de fato. Enquanto isso não existir, o ponto médio é a regra mais transparente que temos, e preferimos uma regra simples e honesta a uma norma inventada.
Resultados entre dois estilos
As dimensões são contínuas, e pessoas reais não cabem direitinho em caixas. Se uma das suas médias ficar a menos de 0,25 ponto de 4,0 (acima de 3,75 e abaixo de 4,25), o resultado diz que você está entre dois estilos e mostra os dois vizinhos. Se as duas pontuações estiverem perto do ponto médio, você pode ver mais de dois. Esse é um resultado completo, não um erro: ele mostra que, naquela dimensão, você está perto do meio.
Também mostramos o quanto o seu resultado é nítido. Se as duas pontuações estiverem a pelo menos um ponto inteiro de 4,0, o resultado aparece como nítido. Se nenhuma estiver na faixa de fronteira, mas pelo menos uma estiver a menos de um ponto, o resultado aparece como uma tendência para aquele estilo.
O que o resultado pode e não pode dizer
O que ele pode fazer. Ele oferece um jeito estruturado de refletir sobre suas tendências nas relações próximas, com um vocabulário que vem de décadas de pesquisa. Ele pode indicar descrições que talvez combinem com você e pode mostrar mudanças se você refizer o teste mais tarde.
O que ele não pode fazer.
- Não é um diagnóstico. Estilos de apego não são transtornos mentais, e o teste não consegue identificar nenhum transtorno. Veja estilo de apego vs transtorno de apego.
- Não passou por validação. Nenhum estudo testou ainda o quanto nossas afirmações medem bem as duas dimensões ou o quanto os resultados são estáveis. Não afirmamos o contrário.
- Não tem normas. Sem uma amostra normativa, não dá para dizer como suas pontuações se comparam às de outras pessoas.
- As respostas dependem do momento. Seu humor, uma discussão recente, um relacionamento novo ou um término influenciam o que você responde. O resultado descreve como você respondeu hoje.
- Ele só enxerga o que você relata. O autorrelato mostra como você se vê, o que é valioso, mas não é o quadro completo.
Se o resultado ou o próprio tema mexer muito com você, leia buscar ajuda.
Por que escrevemos nossas próprias afirmações
O questionário mais conhecido sobre apego em adultos é a escala Experiences in Close Relationships (ECR) e sua versão revisada, desenvolvida por Kelly Brennan, Catherine Clark e Phillip Shaver e revisada por R. Chris Fraley, Niels Waller e Brennan.[2][3] Não usamos a redação dela. Escrevemos nossas próprias 24 afirmações, apoiadas nas mesmas duas dimensões que essa tradição de pesquisa estabeleceu. Isso quer dizer que nosso teste se inspira nesse trabalho, mas não é uma cópia dele, e os resultados dos dois não podem ser comparados diretamente.
Privacidade
Suas respostas ficam no seu navegador. Elas são salvas localmente para você poder pausar e continuar depois, e nunca são enviadas ao nosso servidor. Não temos contas de usuário, então não há cadastro nem perfil seu do nosso lado.
Para as estatísticas do site usamos uma ferramenta de análise sem cookies que registra apenas dois eventos anônimos do teste: que um teste foi iniciado e que um foi concluído. Suas respostas, pontuações e seu estilo nunca fazem parte desses eventos. Os detalhes estão na nossa política de privacidade.
Fontes e leitura complementar
A pesquisa por trás das duas dimensões e dos quatro estilos é explicada na wiki, a começar por ansiedade e evitação e pelo modelo de quatro categorias. Se quiser saber mais sobre o projeto em si, veja sobre o Pairlings. Quer experimentar? Comece o teste tipo de apego.
Perguntas frequentes
O teste do Pairlings tem validação científica?
Não. As duas dimensões que ele mede vêm de pesquisas consolidadas, mas as afirmações são nossas e ainda não passaram por um estudo de validação. Dizemos isso abertamente para que você dê ao resultado o peso que ele merece.
Por que meu resultado ficou entre dois estilos?
Pelo menos uma das suas pontuações ficou a menos de 0,25 ponto do ponto médio de 4,0. Tão perto assim, uma pequena mudança em uma única resposta poderia trocar o estilo. Por isso mostramos os dois estilos vizinhos em vez de fingir uma precisão que o método não tem.
Se eu refizer o teste, o resultado vai ser o mesmo?
Não necessariamente. O humor do dia, uma briga recente ou a relação que você tinha em mente influenciam as respostas. Resultados perto de uma fronteira são os que mais mudam. Refazer o teste depois de um tempo pode ser um bom jeito de perceber mudanças.
Vocês guardam minhas respostas?
Não. Suas respostas ficam salvas apenas no seu próprio navegador, para você poder continuar depois ou rever o resultado. Elas nunca são enviadas para nós. Você pode apagá-las quando quiser limpando os dados deste site no navegador.
Fontes
- ↑ Bartholomew, K., & Horowitz, L. M.(1991). Attachment styles among young adults: A test of a four-category model. Journal of Personality and Social Psychology, 61(2).
- ↑ Brennan, K. A., Clark, C. L., & Shaver, P. R.(1998). Self-report measurement of adult romantic attachment: An integrative overview. In J. A. Simpson & W. S. Rholes (Eds.), Attachment Theory and Close Relationships. Guilford Press.
- ↑ Fraley, R. C., Waller, N. G., & Brennan, K. A.(2000). An item response theory analysis of self-report measures of adult attachment. Journal of Personality and Social Psychology, 78(2).
- ↑ Mikulincer, M., & Shaver, P. R.(2016). Attachment in Adulthood: Structure, Dynamics, and Change (2nd ed.). Guilford Press.
Atualizado em 28 de setembro de 2026